Glicose e insulina: identificar cedo para cuidar melhor.
Diagnóstico e acompanhamento do diabetes, do pré-diabetes e da resistência à insulina, com foco no controle metabólico e na prevenção de complicações.

Diabetes
Diabetes é uma condição em que a glicose (açúcar) no sangue permanece elevada. Isso acontece quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la de forma adequada.
Diabetes tipo 1
O organismo deixa de produzir insulina. Costuma surgir mais cedo e exige insulina desde o diagnóstico.
Diabetes tipo 2
O tipo mais comum. Envolve resistência à insulina e redução progressiva da sua produção.
Existem ainda outras formas, como o diabetes gestacional. O tipo de diabetes orienta o tratamento.
Pré-diabetes
No pré-diabetes, a glicose está acima do normal, mas ainda não atinge os valores de diagnóstico de diabetes. É uma fase importante: identificada cedo e acompanhada, permite agir antes que o quadro evolua.
Pré-diabetes é um sinal de atenção, não um diagnóstico definitivo.
Resistência à insulina
A insulina é o hormônio que permite que a glicose entre nas células. Na resistência à insulina, o organismo precisa produzir quantidades maiores de insulina para manter a glicose em níveis normais.
Por muito tempo, a glicose pode continuar normal nos exames. Por isso, a resistência à insulina costuma ser silenciosa e merece investigação quando existem sinais ou fatores de risco, como aumento da gordura abdominal, alterações de triglicerídeos, gordura no fígado, síndrome dos ovários policísticos ou histórico familiar de diabetes.
Resistência à insulina não significa diabetes, mas é uma alteração que vale a pena entender e acompanhar.
Fatores de risco
- Histórico familiar de diabetes tipo 2.
- Excesso de peso, especialmente gordura abdominal.
- Sedentarismo.
- Hipertensão, colesterol ou triglicerídeos alterados.
- Diabetes gestacional prévio ou síndrome dos ovários policísticos.
- Idade acima de 35 a 45 anos, conforme outros fatores associados.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito com exames de sangue, como glicemia de jejum, hemoglobina glicada e, em alguns casos, teste de tolerância à glicose. A interpretação considera o conjunto dos resultados, a história clínica e, quando necessário, a repetição dos exames.
Acompanhamento
O acompanhamento busca manter a glicose em faixas adequadas para cada pessoa e prevenir complicações nos olhos, rins, nervos, coração e vasos. O plano pode incluir mudanças de rotina, medicamentos, monitorização da glicose e avaliação periódica de outros órgãos.
As metas são individuais: dependem da idade, do tempo de diagnóstico, de outras condições de saúde e da rotina de cada paciente.
Perguntas frequentes
Resistência à insulina significa diabetes?
Não. Resistência à insulina é uma alteração metabólica que pode existir por anos com a glicose normal. Ela aumenta o risco de diabetes tipo 2, mas identificá-la cedo permite acompanhar e agir antes disso.
Diabetes pode ser prevenido?
O diabetes tipo 2 pode, em muitos casos, ser adiado ou prevenido, principalmente quando o pré-diabetes é identificado e acompanhado. O diabetes tipo 1 não tem, até o momento, forma de prevenção estabelecida.
Quem tem diabetes vai precisar de insulina?
Nem sempre. No diabetes tipo 1, a insulina é necessária desde o início. No tipo 2, o tratamento pode começar de outras formas, e a insulina pode ser indicada em algum momento, conforme a evolução.
Com que frequência devo fazer exames?
Depende do diagnóstico e do controle. A frequência é definida em consulta.
Seus exames de glicose merecem uma leitura cuidadosa.
Atendimento particular, somente com hora marcada, no Bosque da Saúde, em Cuiabá.