Diabetes & resistência à insulina

Glicose e insulina: identificar cedo para cuidar melhor.

Diagnóstico e acompanhamento do diabetes, do pré-diabetes e da resistência à insulina, com foco no controle metabólico e na prevenção de complicações.

Dra. Cristina Pizarro, endocrinologista

Diabetes

Diabetes é uma condição em que a glicose (açúcar) no sangue permanece elevada. Isso acontece quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la de forma adequada.

Diabetes tipo 1

O organismo deixa de produzir insulina. Costuma surgir mais cedo e exige insulina desde o diagnóstico.

Diabetes tipo 2

O tipo mais comum. Envolve resistência à insulina e redução progressiva da sua produção.

Existem ainda outras formas, como o diabetes gestacional. O tipo de diabetes orienta o tratamento.

Pré-diabetes

No pré-diabetes, a glicose está acima do normal, mas ainda não atinge os valores de diagnóstico de diabetes. É uma fase importante: identificada cedo e acompanhada, permite agir antes que o quadro evolua.

Pré-diabetes é um sinal de atenção, não um diagnóstico definitivo.

Resistência à insulina

A insulina é o hormônio que permite que a glicose entre nas células. Na resistência à insulina, o organismo precisa produzir quantidades maiores de insulina para manter a glicose em níveis normais.

Por muito tempo, a glicose pode continuar normal nos exames. Por isso, a resistência à insulina costuma ser silenciosa e merece investigação quando existem sinais ou fatores de risco, como aumento da gordura abdominal, alterações de triglicerídeos, gordura no fígado, síndrome dos ovários policísticos ou histórico familiar de diabetes.

Resistência à insulina não significa diabetes, mas é uma alteração que vale a pena entender e acompanhar.

Fatores de risco

  • Histórico familiar de diabetes tipo 2.
  • Excesso de peso, especialmente gordura abdominal.
  • Sedentarismo.
  • Hipertensão, colesterol ou triglicerídeos alterados.
  • Diabetes gestacional prévio ou síndrome dos ovários policísticos.
  • Idade acima de 35 a 45 anos, conforme outros fatores associados.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com exames de sangue, como glicemia de jejum, hemoglobina glicada e, em alguns casos, teste de tolerância à glicose. A interpretação considera o conjunto dos resultados, a história clínica e, quando necessário, a repetição dos exames.

Acompanhamento

O acompanhamento busca manter a glicose em faixas adequadas para cada pessoa e prevenir complicações nos olhos, rins, nervos, coração e vasos. O plano pode incluir mudanças de rotina, medicamentos, monitorização da glicose e avaliação periódica de outros órgãos.

As metas são individuais: dependem da idade, do tempo de diagnóstico, de outras condições de saúde e da rotina de cada paciente.

Perguntas frequentes

Resistência à insulina significa diabetes?

Não. Resistência à insulina é uma alteração metabólica que pode existir por anos com a glicose normal. Ela aumenta o risco de diabetes tipo 2, mas identificá-la cedo permite acompanhar e agir antes disso.

Diabetes pode ser prevenido?

O diabetes tipo 2 pode, em muitos casos, ser adiado ou prevenido, principalmente quando o pré-diabetes é identificado e acompanhado. O diabetes tipo 1 não tem, até o momento, forma de prevenção estabelecida.

Quem tem diabetes vai precisar de insulina?

Nem sempre. No diabetes tipo 1, a insulina é necessária desde o início. No tipo 2, o tratamento pode começar de outras formas, e a insulina pode ser indicada em algum momento, conforme a evolução.

Com que frequência devo fazer exames?

Depende do diagnóstico e do controle. A frequência é definida em consulta.

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Seus exames de glicose merecem uma leitura cuidadosa.

Atendimento particular, somente com hora marcada, no Bosque da Saúde, em Cuiabá.

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